Verão é uma biografia inventada de um “tal” John Coetzee, escritor já falecido. A biografia deste Coetzee chega às mãos do leitor de uma forma bem inventiva – é através das entrevistas que o seu biógrafo faz a uma série de mulheres (e a um homem) que passaram pela vida de John que ficamos a saber pormenores sobre a sua existência mais íntima, incidindo essencialmente entre os anos 1972 e 1977. John tinha então cerca de trinta anos e vivia com o pai numa casa simples nos arredores do Cabo, revelando-se uma pessoa extremamente simples e demasiado cinzenta. Esse é um ponto comum nas declarações das mulheres de Coetzee, elas próprias incapazes de destacarem algo em que John fosse efectivamente bom, tanto a nível mental como psicológico, revelando até incompreensão pelo interesse do biógrafo naquela fase da vida dele, quando ainda não era conhecido como escritor, antes de ganhar o Nobel (distinção também ganha por J.M. Coetzee.)
E onde estão as diferenças entre este John Coetzee inventado e o verdadeiro J. M. Coetzee? Pois não se sabe, e aí reside a graça (e a força) deste romance muito autocrítico. Fica-se, portanto, sem saber o aconteceu na vida de John que efectivamente também tenha sucedido a J.M., e Coetzee (o verdadeiro) deixa todo o espaço à imaginação do leitor, não se coibindo de brincar consigo próprio – Isto terá acontecido? Quereria ele que tal tivesse sucedido? Imaginaria ele que se tivesse tomado determinada atitude em determinado ponto a sua vida seria assim?
O livro, como é bom de ver, além de imaginativo, está excelentemente escrito, e proporciona uma descrição de ambientes e locais muito viva, que permite visualizar com muita acuidade todos os cenários onde decorre este romance.
E para além da vida deste Coetzee, ganhamos igualmente um conhecimento profundo da conturbada sociedade sul-africana da época, com reflexões sobre as divisões provocadas pelo apartheid.
E onde estão as diferenças entre este John Coetzee inventado e o verdadeiro J. M. Coetzee? Pois não se sabe, e aí reside a graça (e a força) deste romance muito autocrítico. Fica-se, portanto, sem saber o aconteceu na vida de John que efectivamente também tenha sucedido a J.M., e Coetzee (o verdadeiro) deixa todo o espaço à imaginação do leitor, não se coibindo de brincar consigo próprio – Isto terá acontecido? Quereria ele que tal tivesse sucedido? Imaginaria ele que se tivesse tomado determinada atitude em determinado ponto a sua vida seria assim?
O livro, como é bom de ver, além de imaginativo, está excelentemente escrito, e proporciona uma descrição de ambientes e locais muito viva, que permite visualizar com muita acuidade todos os cenários onde decorre este romance.
E para além da vida deste Coetzee, ganhamos igualmente um conhecimento profundo da conturbada sociedade sul-africana da época, com reflexões sobre as divisões provocadas pelo apartheid.

É um romance amargo, entretecido de várias histórias, onde o envelhecimento, sobretudo o envelhecimento feminino, muitas vezes causador de angústia, é tema fulcral.
Laura Chase suicidou-se aos 25 anos, no dia em que terminava a Segunda Guerra Mundial, e deixou à sua irmã mais velha, Iris, cinco cadernos escolares que ambas haviam usado em crianças. Já afastada da família, Laura utilizara as páginas que estavam em branco para escrever o relato de uma aventura amorosa. Embora o parceiro dessa aventura não apareça identificado, Iris supõe que seja um amigo de adolescência, por quem as duas irmãs rivalizaram. O amante conta a Laura histórias fantásticas, que inventa para serem publicadas em revistas de cordel. Uma dessas histórias, passada no futuro, num país extraterrestre, tem precisamente por título "O Assassino Cego".
Iris pega nestes relatos e publica-os, como um romance póstumo da irmã. O êxito do livro é enorme e os leitores começam a fazer peregrinações ao túmulo de Laura, que enchem de crisântemos brancos. Iris não gosta destas homenagens e começa a vir ao de cima a inveja, a rivalidade, mesmo o ódio, já antigos (embora sempre disfarçados) que tinha para com a irmã.
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Como se não bastasse, Zoey encontra-se na rara e difícil posição de ter três namorados. E quando julgava que a sua vida não podia ser mais caótica, vampyros são encontrados mortos. Realmente mortos. Aparentemente, o Povo da Fé cansou-se de viver lado a lado com vampyros. Mas, como Zoey e os seus amigos irão descobrir, as aparências raramente reflectem a verdade...
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