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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Literatura Portuguesa


«Quem é, afinal, José Saramago? Numa homenagem à vida e obra do escritor, João Marques Lopes responde a essa pergunta na primeira biografia de um dos mais importantes autores do panorama literário mundial, revelando pormenores da vida de Saramago até agora desconhecidos.
O retrato de Saramago começa na sua infância pobre de afectos, atravessa a curiosidade do jovem pelos livros e a sua ascensão a jornalista, desvenda os motivos que o levaram a mudar-se para Lanzarote, nas Canárias, e a paixão do autor pela jornalista espanhola Pilar del Rio, 29 anos mais nova, culminando no homem tornado escritor, premiado com o mais elevado galardão do mundo das letras – o Nobel. É, ainda, revisitada a obra do autor, que desrespeita ostensivamente as regras sintácticas e a pontuação, o que originou o conceito de “estilo saramaguiano”.»





O Milionário de Lisboa é a biografia romanceada de um homem que a história parece ter esquecido. Lembrá-lo é, por isso, um acto de justiça já que o seu nome é incontornável quando se fala da cultura nacional, nomeadamente no teatro lírico. Uma história repleta de emoção e mistério, que tem como pano de fundo as grandes mudanças políticas da primeira metade do século XIX e uma sociedade portuguesa que já nessa época se debatia com muitos dos problemas que ainda hoje a afectam: a crise económica, a opacidade nos grandes negócios, a hipocrisia e incapacidade da justiça, e, a mediocridade da política.
Também é uma história feita de grandes amores e paixões, beleza, ostentação, prazeres e traição que conta com um final inesperadamente dramático, ao estilo das melhores óperas do século XIX.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

NOVIDADES INFANTIS

Já faltava pouco para o bebé nascer.
Isabel ajudava a mãe a guardar tudo nas gavetas do armário:botas, casacos, toucas, lençóis.
- O bebé vai ser pequenino? - perguntou Isabel.
- Muito pequenino- respondeu a mãe.
- Mais pequenino que o meu bebé-chorão?
A mãe sorriu:
- Quase tão pequeno como ele! Vai ser pequeno, muito pequeno, pequeníssimo! (...)



-Ovelhinha dá-me lã.
-Para que queres a minha lã?
- Para fazer um casaquinho
e ficar bem aconchegado.
se tapar bem a barriga
já não fico constipado. (...)

O livro do dia

O meu homem sempre me deu tudo....

“… tínhamos duas boas casas, com tudo do melhor. Viajávamos imenso, os miúdos estavam em boas escolas. Oferecia-me muitas jóias, escolheu-me um óptimo carro. Até um barco ele chegou a comprar….
O meu homem dava-me tudo. Mesmo tudo…. Mas sobretudo dava-me porrada.
Eu lá ia disfarçando as marcas negras com maquilhagem mas as feridas da alma, essas, não se cobrem com pós. O meu tormento durou 29 anos. Tive dois filhos com aquele homem- dois filhos que ele nunca respeitou. Aliás, na segunda gravidez ele deu-me imensas tareias e atirava-me frequentemente ao chão. Quando olho para trás pergunto como é que fui capaz de aguentar aquilo… eu não queria dar o braço a torcer, não queria voltar para casa dos meus pais e assumir o falhanço do meu casamento. E, afinal, quem iria acreditar que ele era assim ? Fora de casa era amoroso, simpático, dava-se com toda a gente… o mais certo era pensarem que eu andava a fazer alguma para o tirar do sério… Mas um dia decidi que já chegava; saí de casa para levar os miúdos à escola e já não voltei. Saí do meu palácio –prisão e fui dormir para um quartinho alugado em Odivelas. Comecei a tratar do divórcio e foi aí que ele me procurou e ameaçou com uma pistola. Não sei onde fui buscar a coragem mas olhei-o nos olhos e disse-lhe que ele já me tinha feito tanto mal que não era uma pistola que me metia medo. Disse-lhe que sempre o considerara um cobarde por tudo o que ele me tinha feito ao longo dos anos. Podia ter morrido ali; mas acho que o meu olhar , a minha voz e a minha atitude afirmavam a minha convicção: eu estava decidida a mudar. ”
Maria, 51 anos, Lisboa

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago

O escritor português e Prémio Nobel da Literatura em 1998 José Saramago faleceu hoje, aos 87 anos em Lanzarote.




Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, na Golegã, a 16 de Novembro de 1922, e apesar da mudança com a família para Lisboa, com apenas dois anos, o local de nascimento seria uma marca constante ao longo da sua vida, como referiria em 1998, aos 76 anos, no discurso perante a Academia Sueca pela atribuição do Nobel da Literatura.

Em 1939 termina o estudos de Serralharia Mecânica e emprega-se nas oficinas do Hospital Civil de Lisboa. A paixão pela literatura é alimentada de forma autodidacta, nas noites passadas nas Bibliotecas do Palácio das Galveias.

A primeira obra publicada, “Terras do Pecado”, surge em 1947. O título original, “Viúva”, foi alterado por imposição do editor da Minerva, que o considerava pouco comercial, e essa é uma das razões pela qual Saramago resistia a incluí-lo na sua bibliografia.

“Clarabóia”, que seria o sucessor de “Terras do Pecado”, foi recusado pelo seu editor e permanece inédito até hoje. A partir de 1955 começa a desenvolver trabalho de tradutor, dedicando-se a nomes como Hegel ou Tolstoi. O regresso à edição dar-se-ia apenas mais de uma década depois, quando em 1966, quando ocupava o cargo de editor literário na Editorial Estúdio Cor, surge o livro de poesia “Poemas Possíveis”. Então um autor discreto no panorama literário nacional, continuaria a exprimir-se em poema nas obras seguintes, “Provavelmente Alegria” (1970) e “O Ano de 1993” (1975).

Crítico literário na “Seara Nova” a partir de 1968, torna-se membro do Partido Comunista Português, do qual será um dos mais distintos militantes até à sua morte. A partir do final de década de 1960, desenvolve trabalho intenso na imprensa, quer no Diário de Notícias e Diário de Lisboa, quer n’A Capital, no Jornal do Fundão ou na orientação da revista Arquitectura.

Em 1975 torna-se director-adjunto do "Diário de Notícias". Em pleno PREC, esta função representaria o auge do seu percurso jornalístico e seria fundamental para o seu regresso à literatura e ao romance, o género que o notabilizaria definitivamente. Demitido no 25 de Novembro desse ano, toma a decisão que transformaria a sua vida. A partir de então, seria um escritor a tempo inteiro.

“Manual de Pintura e Caligrafia”, três décadas depois de “Terras do Pecado”, surge como a primeira obra de José Saramago, exclusivamente escritor. Com os livros seguintes, “Levantado do Chão” (1980) e “Memorial do Convento” (1982), torna-se escritor respeitado pela crítica e conhecido pelo público. É neles que define o seu estilo enquanto romancista, marcado pelas longas frases, pela ausência de travessões indicativos de discurso e pela utilização inventiva da pontuação. Nos seus livros, personagens fictícias surgem em convívio com personalidades históricas, como no supracitado “Memorial do Convento” ou em “História do Cerco de Lisboa” (1989), e são criados cenários irreais para questionar e problematizar a actualidade, como em “A Jangada de Pedra” – a Península Ibérica à deriva pelo Atlântico.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Vida num Sopro

Portugal, anos 30.

Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PIDE cala a oposição.


Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.


Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.
A Vida num Sopro, José Rodrigues dos Santos

A Fórmula de Deus

Nas escadarias do Museu Egípcio, em pleno Cairo, Tomás Noronha foi abordado por uma desconhecida. Chamava-se Ariana Pakravan, era iraniana e trazia consigo a cópia de um documento inédito, um velho manuscrito com um título e um poema enigmático.





DIE GOTTESFORMEL

Terra if fin

De terrors tight

Sabbath fore

Christ nite


O inesperado encontro lançou Tomás numa estranha aventura, colocando-o na rota da crise nuclear com o Irão e da mais importante descoberta efectuada por Albert Einstein, um achado que nos leva a penetrar no maior mistério da História:


A prova científica da existência de Deus.


Uma história de amor, uma intriga de traição, uma perseguição implacável, uma busca espiritual que nos leva à mais espantosa revelação mística de todos os tempos.


A Fórmula de Deus, José Rodrigues dos Santos

Fúria Divina

Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra: 6AYHAS1HA8RU.
Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.

Fúria Divina, José Rodrigues dos Santos

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Não digas a ninguém


Em todas as famílias há segredos que não se confessam, histórias de amores proibidos e passados de que ninguém fala...
Quando a nossa vida parece assente na felicidade, como lidar com a revelação de verdades escondidas?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria

A actriz, escritora e compositora Rosa Lobato Faria, de 77 anos, faleceu ontem depois de ter sido internada há uma semana com uma anemia grave num hospital privado de Lisboa.

A escritora (poeta e romancista) e actriz nasceu em Lisboa em abril de 1932. O seu primeiro romance, "O Pranto de Lúcifer", foi editado em 1995, mas publicara já antes vários volumes de poesia - como "Os Deuses de Pedra" (1983) ou "As Pequenas Palavras" (1987). O essencial da sua poesia está reunido no volume "Poemas Escolhidos e Dispersos" (1997). Em 1999, na ASA, publica "A Gaveta de Baixo", um longo poema inédito acompanhado por aguarelas do pintor Oliveira Tavares.

Como romancista publicou ainda "Os Pássaros de Seda" (1996), "Os Três Casamentos de Camilla S." (1997), "Romance de Cordélia" (1998), "O Prenúncio das Águas" (1999, que foi Prémio Máxima de Literatura em 2000) e "A Trança de Inês" (2001). Escreveu também "O Sétimo Véu" (2003), "Os
Linhos da Avó" (2004), "A Flor do Sal" (2005), "A Alma Trocada" (2007) e "A Estrela de Gonçalo
Enes" (2007), além de ter assinado vários livros infantis. Os dois primeiros romances tiveram tradução na Alemanha e "O Prenúncio das Águas" foi publicado em França pelas Éditions Métailié. O seu último livro, "As Esquinas do Tempo", foi publicado em 2008 pela Porto Editora.

Como actriz, Lobato Faria integrou o elenco da primeira novela portuguesa, "Vila Faia" (1983), e trabalhou com Herman José em "Humor de Perdição" também como argumentista. Filmou com João Botelho ("Tráfico, de 1998, e "A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América", de 2003). Foi também dirigida por Lauro António em "Paisagem Sem Barcos" (1983) e "O Vestido Cor de Fogo" (1986). Estreou-se como locutora na RTP na década de 1960.

Escreveu ainda dezenas de letras para canções, muitas delas para festivais da canção. Entre elas o conhecido "Chamar a Música", interpretado por Sara Tavares.
kiºojºol
Na Biblioteca Municipal pode encontrar:
kljjk













quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Onde reside o amor


"O prazer é como uma caixa de bombons suíços, temos sempre vontade de lá voltar"
hyreyarey
"A monogamia não é uma escolha, é uma vocação"
iououyo
"É preciso acreditar como da primeira vez, é preciso confiar, é preciso pensar que a tal pessoa certa para nós existe mesmo"

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Não sei nada sobre o amor

Júlia Pinheiro
.Quando desceu ao riacho, mantilha na cabeça e coração aos pulos, Maria da Glória não sonhava que aquele encontro fortuito com o macho da aldeia iria marcar para sempre a sua vida. Esperava sair dali com namoro anunciado e quem sabe até casamento marcado. Saiu à pressa, com roupa ensaguentada, as entranhas viradas e a semente de Maria da Purificação na barriga. Estava lançado o destino das mulheres desta família na qual as palavras prazer, carinho,paixão e amor permanecerão para sempre um mistério.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Caim



“A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós , nem nós o entendemos a ele."
,çllsk

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Guarda da Praia

O Guarda da Praia, Maria Teresa M. Gonzalez


Foi hoje, à hora mais pesada do dia, quando o sol mergulhava inteiro na linha recta do mar, os olhos a fecharem-se para a terra, que eu soube a verdade. O Dunas foi-se embora. E eu fiquei sem o meu sol.

A Lua de Joana


A Lua de Joana, Maria Teresa M. Gonzalez

A paixão só aparece uma vez na vida, disse-me a avó Ju. Quando aparece, vê-se logo o que é sem qualquer engano. Estou até convencida de que nunca me vou apaixonar, a sério, Marta. Onde iria desencantar um Romeu que não fosse pindérico ou humanóide, nesta terra onde ninguém se entende e todos são egoístas?

sábado, 26 de setembro de 2009

O Cuquedo

O Cuquedo, Clara Cunha, ilustrações de Paulo Galindro, Livros horizonte.

Andava uma manada de Hipopótamos,

de lá para cá e de cá para lá,

quando apareceu uma Zebra e disse:


ALTO LÁ!


Podem dizer-me o que andam vocês, Hipopótamos, a fazer,

de lá para cá e de cá para lá?


- Ai, tu não sabes!? - gritaram os Hipopótamos entre dentes.

- chegou à selva o Cuquedo!

E quem é o Cuquedo? - perguntou a Zebra.

- O Cuquedo é muito assustador, prega sustos a quem estiver parado no mesmo lugar.


Andava uma manada de Hipopótamos e de Zebras, de lá para cá e de cá para lá,

quando apareceu um Elefante e disse:


ALTO LÁ!


Podem dizer-me o que andam vocês, Hipopótamos e Zebras, a fazer,

de lá para cá e de cá para lá?


- Ai tu não sabes!? - gritaram todos entre dentes.

- Chegou à selva o Cuquedo!

- E quem é o Cuquedo? - perguntou o Elefante.

- O Cuquedo é muito assustador,

prega sustos a quem estiver parado no mesmo lugar.


Andava uma manada de Hipopótamos, Zebras e Elefantes, de lá para cá e de cá para lá,

quando apareceu uma Girafa e disse:


ALTO LÁ!


Podem diser-me o que andam vocês, Hipopótamos, Zebras e Elefantes, a fazer,

de lá para cá e de cá para lá?


- Ai tu não sabes!) -gritaram todos entre dentes.

- Chegou à selva o Cuquedo!

- E quem é o Cuquedo? - perguntou a Girafa.

- O Cuquedo é muito assustador, prega sustos a quem estiver parado no mesmo lugar.


Andava uma manada de Hipopótamos, Zebras, Elefantes e Girafas,

de lá para cá e de cá para lá,

quando apareceu um Rinoceronte e disse:


ALTO LÁ!


Podem dizer-me o que andam vocês, Hipopótamos, Zebras,

Elefantes e Girafas, a fazer, de lá para cá e de cá para lá?


- Ai, tu não sabes!? - gritaram todos entre dentes.

- Chegou à selva o Cuquedo!

- E quem é o Cuquedo? - perguntou o Rinoceronte.

- O Cuquedo é muito assustador,

prega sustos a quem estiver parado no mesmo lugar.


Andava uma debandada de animais,

de lá para cá e de cá para lá,

quando apareceu o Cuquedo e disse:


- Podem dizer-me o que andam, todos os animais da Selva, a fazer,

de lá para cá e de cá para lá?


- Ai, tu não sabes!? -gritaram todos entre os dentes.

- Chegou à selva o Cuquedo!

- E quem é o Cuquedo? -perguntou o Cuquedo.

- O Cuquedo é muito assustador,

prega sustos a quem estiver parado no mesmo lugar.



BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Princesa da Chuva


A Princesa da Chuva, Luísa Ducla Soares
A princesa Princelinda nasceu no reino dos Reinetas...
Logo no seu nascimento, a rainha, sua mãe, insistiu em seguir a tradição e mandou chamar três fadas, para que a filha fosse fadada.
Apareceu a primeira fada:
"Eu te fado, princesa, para que sejas tão boa como nunca houve outra princesa no mundo."
A segunda fada disse:
"Eu te fado para que sejas tão bela como nunca houve outra princesa no mundo."
Apareceu então a terceira fada que lançou à princesa um malfadado destino:
"Eu te fado -gritou ela- para que sejas a Princesa da Chuva, para que chova sempre onde tu estiveres."
A partir deste dia choveu dia e noite no reino, os habitantes desesperaram e os reis começaram a discutir entre si...
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