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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Rosa Lobato de Faria


Passam hoje dois anos sobre a morte de Rosa Lobato de Faria. Autora portuguesa, nasceu em Lisboa em Abril de 1932, tendo falecido a 2 de Fevereiro de 2010, aos 77 anos. Poetisa e romancista, foi também autora de diversos livros infantis. A sua obra está traduzida em Espanha, França e Alemanha e representada em várias coletâneas de contos, em Portugal e no estrangeiro.
Foi também conhecida do grande público como atriz de televisão e cinema.
Em 2000, obteve o Prémio Máxima de Literatura.

Na Rede de Bibliotecas do Concelho de Moura são muitas as obras da autora que poderá encontrar.



(sugestão de leitura para o público mais jovem)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Alexandre O'Neill


Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill (Lisboa, 19 de Dezembro de 1924 - Lisboa, 21 de Agosto de 1986), ou simplesmente Alexandre O'Neill foi um importante poeta do movimento surrealista.
Autodidacta, fez os estudos liceais, frequentou a Escola Náutica (Curso de Pilotagem), trabalhou na Previdência, no ramo dos seguros, nas bibliotecas itinerantes da Fundação Gulbenkian, e foi técnico de publicidade. Durante algum tempo, publicou uma crónica semanal no Diário de Lisboa.
No ano de 1947 demonstram o seu interesse pelo surrealismo. Nesse mesmo ano, O'Neill, Cesariny e Mário Domingues começam a fazer experiências a nível da linguagem, na linha do surrealismo, sobretudo com os seus Cadáveres Esquisitos e Diálogos Automáticos, que conduziam ao desmembramento do sentido lógico dos textos e à pluralidade de sentidos. Por volta de 1948, fundou com o poeta Cesariny, José-Augusto França, António Pedro e Vespeira o Grupo Surrealista de Lisboa.
A poesia de Alexandre O'Neill concilia uma atitude de vanguarda (surrealismo e experiências próximas do concretismo) — que se manifesta no carácter lúdico do seu jogo com as palavras, no seu bestiário, que evidencia o lado surreal do real, ou nos típicos «inventários» surrealistas — com a influência da tradição literária (de autores como Nicolau Tolentino e o abade de Jazente, por exemplo). Os seus textos caracterizam-se por uma intensa sátira a Portugal e aos portugueses, destruindo a imagem de um proletariado heróico criada pelo neo-realismo, a que contrapõe a vida mesquinha, a dor do quotidiano, vista no entanto sem dramatismos, ironicamente, numa alternância entre a constatação do absurdo da vida e o humor como única forma de se lhe opor. Temas como a solidão, o amor, o sonho, a passagem do tempo ou a morte, conduzem ao medo e/ou à revolta, de que o homem só poderá libertar-se através do humor, contrabalançado por vezes por um tom discretamente sentimental, revelador de um certo desespero perante o marasmo do país — «meu remorso, meu remorso de todos nós». Este humor é, muitas vezes, manifestado numa linguagem que parodia discursos estereotipados, como os discursos oficiais ou publicitários, ou que reflecte a própria organização social, pela integração nela operada do calão, da gíria, de lugares-comuns pequeno-burgueses, de onomatopeias ou de neologismos inventados pelo autor.

Na Rede de Bibliotecas do Concelho de Moura poderá encontrar as seguintes obras do autor:


Tomai lá do O'Neill


A ampola miraculosa: romance
 
Anos 70: poemas dispersos

 
Poesias completas





Boas Leituras!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Almeida Garrett



João Baptista da Silva Leitão, a que só depois acresceram os apelidos com que se notabilizou, nasce a 4 de Fevereiro numa casa da velha zona ribeirinha do Porto. Filho segundo, entre cinco irmãos, de António Bernardo da Silva e de Ana Augusta de Almeida Leitão, família burguesa ligada à actividade comercial e proprietária de terras na região portuense e nas ilhas açoreanas.
Escritor e dramaturgo romântico, orador, Par do Reino, ministro e secretário de Estado honorário português.
Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismo português, propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.
Faleceu a 9 de Dezembro de 1854 na sua casa, em Lisboa.

Obras do autor disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Moura:

  • Viagens na minha terra
  • Frei Luís de Sousa
  • Poesias dispersas
  • Lírica completa
  • Falar verdade a mentir

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria

A actriz, escritora e compositora Rosa Lobato Faria, de 77 anos, faleceu ontem depois de ter sido internada há uma semana com uma anemia grave num hospital privado de Lisboa.

A escritora (poeta e romancista) e actriz nasceu em Lisboa em abril de 1932. O seu primeiro romance, "O Pranto de Lúcifer", foi editado em 1995, mas publicara já antes vários volumes de poesia - como "Os Deuses de Pedra" (1983) ou "As Pequenas Palavras" (1987). O essencial da sua poesia está reunido no volume "Poemas Escolhidos e Dispersos" (1997). Em 1999, na ASA, publica "A Gaveta de Baixo", um longo poema inédito acompanhado por aguarelas do pintor Oliveira Tavares.

Como romancista publicou ainda "Os Pássaros de Seda" (1996), "Os Três Casamentos de Camilla S." (1997), "Romance de Cordélia" (1998), "O Prenúncio das Águas" (1999, que foi Prémio Máxima de Literatura em 2000) e "A Trança de Inês" (2001). Escreveu também "O Sétimo Véu" (2003), "Os
Linhos da Avó" (2004), "A Flor do Sal" (2005), "A Alma Trocada" (2007) e "A Estrela de Gonçalo
Enes" (2007), além de ter assinado vários livros infantis. Os dois primeiros romances tiveram tradução na Alemanha e "O Prenúncio das Águas" foi publicado em França pelas Éditions Métailié. O seu último livro, "As Esquinas do Tempo", foi publicado em 2008 pela Porto Editora.

Como actriz, Lobato Faria integrou o elenco da primeira novela portuguesa, "Vila Faia" (1983), e trabalhou com Herman José em "Humor de Perdição" também como argumentista. Filmou com João Botelho ("Tráfico, de 1998, e "A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América", de 2003). Foi também dirigida por Lauro António em "Paisagem Sem Barcos" (1983) e "O Vestido Cor de Fogo" (1986). Estreou-se como locutora na RTP na década de 1960.

Escreveu ainda dezenas de letras para canções, muitas delas para festivais da canção. Entre elas o conhecido "Chamar a Música", interpretado por Sara Tavares.
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Na Biblioteca Municipal pode encontrar:
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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Zeca Afonso, 80 anos

Traz Outro Amigo Também
(José Afonso)

Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também


Com a música e o ensino, José Afonso traçou na sua vida um mapa geográfico pessoal, de Faro a Coimbra, de Belmonte a Setúbal, com ponto de partida em Aveiro e passagem marcante por África.

José Afonso, um dos mais importantes figuras da música portuguesa, faria 80 anos no próximo domingo, mas morreu em 1987 em Setúbal, cidade derradeira de um precurso que tinha começado em 1929 em Aveiro, onde nasceu.

Amparado por uma rede familiar e de afectos, José Afonso passou a infância entre dois hemisférios, em viagem, em Aveiro e Belmonte com os tios, e as então colónias africanas de Angola e Moçambique, com os pais.

Durante a década de trinta fez os primeiros estudos em África, um continente que lhe marcou o rumo dos passos anos depois, quando em meados de 1960 deu aulas em Moçambique.

Em 1940, o mundo vivia a segunda Guerra Mundial e José Afonso, com 11 anos, rumava a Coimbra, cidade epicentro da adolescência e palco das serenatas, no Orfeão e na Tuna Académica.

Ainda a concluir o curso na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, José Afonso dedica-se então à docência, a partir de finais dos anos 1950, quase com 30 anos, num percurso nómada em escolas de norte a sul do país.

Aos alunos ensinava História e Geografia, mas sobretudo vivência para que, como dizia, fossem pessoas e tivessem espírito crítico.

Já aí repartia o tempo com a composição, com a edição dos primeiros discos de fados e baladas de Coimbra e digressões com a Tuna Académica.

Teve uma passagem breve, mas intensa, por Moçambique entre 1964 e 1967, onde deu aulas e fez, como admitiu, o seu baptismo político quando se vivia já a guerra colonial.

Esgotado com o cenário de conflito, José Afonso regressou a Portugal em 1967. Tinha já três filhos e foi colocado como professor em Setúbal.

É em finais dos anos 1960, já em pleno marcelismo, que José Afonso intensifica o trabalho na música e o activismo político. Depois de ter sido expulso do ensino oficial, desdobra-se em gravações e em concertos, muitos deles proibidos pela PIDE, a polícia política que, entretanto, mudara de rótulo, para ser designada Direcção Geral de Segurança (DGS).

Entre 1971 e 1976 assiste ao estertor da ditadura do Estado Novo e à Revolução de Abril. Lança discos como "Cantigas do Maio", "Venham mais cinco", "Coro dos tribunais", ideologicamente conotados, mas que o definem como o trovador entre os cantores portugueses.

"Grândola Vila Morena", a senha do Movimento das Forças Armadas para a Revolução do 25 de Abril (1974), a mudança que José Afonso tanto desejava, inspirou-se numa breve passagem do cantor por aquela localidade alentejana, onde tinha actuado em 1964.

Em 1983, com 54 anos e um longo percurso na música de intervenção e de inspiração tradicional e popular, José Afonso é reintegrado no ensino oficial e destacado para Azeitão, em Setúbal.
Um ano antes tinha-lhe sido diagnosticada esclerose lateral amiotrófica, que lhe foi fatal em 1987.
Morreu a 23 de Fevereiro, em Setúbal.

(Agência Lusa)


No Comboio Descendente
(Fernando Pessoa/José Afonso)

No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada.
Uns por verem rir os outros
E outros sem ser por nada
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada...

No comboio descendente
Vinham todos à janela
Uns calados para os outros
E outros a dar-lhes trela
No comboio descendente
De Cruz Quebrada a Palmela...

No comboio descendente
Mas que grande reinação!
Uns dormindo, outros com sono,
E outros nem sim nem não
No comboio descendente
De Palmela a Portimão