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sábado, 26 de novembro de 2011


25 de Novembro de 1845, nascia na Póvoa de Varzim José Maria de Eça de Queirós, um dos mais importantes escritores lusófonos. Desenvolveu a sua vida literária entre meados dos anos 1860 e 1900. A 16 de Agosto de 1900, morreu em Paris. Nesse lapso temporal, Eça marcou a cena literária portuguesa com uma produção de alta qualidade, parte dela deixada inédita à data da sua morte...

Na Rede de Bibliotecas do Concelho de Moura pode encontrar, entre outras, as seguintes obras do autor:


"O primo Basílio"
"Os Maias"
"A correspondência de Fradique Mendes"
"Cartas de Inglaterra"
"A ilustre casa de Ramires"
          "A cidade e as serras" 

  
Boas Leituras!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A semear mais leituras

O projecto Semeando Leituras regressa hoje à actividade, com a visita à Escola dos Bombeiros. Em breve o calendário das visitas estará disponível na barra lateral, como habitualmente.

A todos os nossos meninos leitores e aos professores que colaboram nesta actividade deixamos os nossos votos de um excelente ano lectivo com a Biblioteca Municipal como companhia.
     

quarta-feira, 20 de abril de 2011

23 de Abril, Dia Mundial do Livro


O que hoje comemoramos é muito mais do que o Dia do Livro, a sua euforia, a sua utilidade, o seu dia. Hoje, a propósito do Livro – e dos autores – assinalamos o modo como a humanidade resistiu à barbárie, como ela descobriu e fixou a poesia, o tempo, as epopeias, as paisagens, as aldeias recolhidas nas planícies, os pinhais abrigados num declive, a voz humana, o empréstimo do horror e da crueldade, a hora de dizer ‘não’ e a hora de dizer ‘sim’, as portas abertas numa casa vazia.


Assinalamos também, neste dia, o facto de as palavras terem um destino que se prolonga até onde formos capazes de levar algumas ideias tão simples, como a ideia de livro, a ideia de leitura, a de biblioteca, de partilha, de invenção, de página em branco, a de perdição por um romance ou por uma história repetida, repetida, repetida ao longo dos tempos.

Comemoramos este dia – de entre todos os outros – porque sabemos que a vida pode ser mudada por um livro, por um autor; que a nossa vida está perdida e, ao mesmo tempo, reunida nessas páginas de livros que passaram pelas nossas mãos ou aguardam o encontro entre a curiosidade e a pacificação, entre o gosto pela leitura e o gosto pela vida, entre as coisas que fomos e o que ainda havemos de ler.

Que existam, pois, bibliotecas, livros, autores, capítulos e fragmentos, sonetos, odes, histórias, episódios, esquecimentos, caminhos perdidos no meio das florestas ou desfeitos pela luz do mar, contos, novelas e números, fórmulas, apêndices e rostos amados.

Que tudo exista. Porque todos nós somos leitores.Este é o nosso dia, o princípio de todos os dias.

sábado, 2 de abril de 2011

Dia internacional do livro infantil


Em 2 de Abril assinala-se o Dia Internacional do Livro Infantil. A data foi escolhida por ser o aniversário de Hans Christian Andersen, o magnífico contador de histórias dinamarquês. Nascido em 1805, de origem humilde, filho de um sapateiro, Andersen instalou-se em Copenhaga em 1819 onde, graças à ajuda de generosos protectores, estudou canto e dança. Mas na realidade a sua formação foi autodidacta, alimentada por abundantes leituras. A partir de 1833 começou a publicar obras dramáticas, diários, apontamentos de viagens e alguns romances.

Mas a obra que o torna célebre em todo o mundo é uma série de Contos, traduzidos para uma infinidade de idiomas. Entre 1835 e 1872 publicou 156 contos, alguns dos quais fazem parte do imaginário de todas as crianças:  O soldadinho de chumbo, A pequena sereia, A menina dos fósforos, O patinho feio, e aquele de que mais gosto: O fato novo do Imperador (também conhecido por O rei vai nú), entre outros.

Todos os anos, o IBBY (International Board on Books for Young People) divulga uma mensagem de apelo à promoção da leitura para crianças e jovens. A minha preferida, de todas estas mensagens, continua a ser a de 2001, escrita pela húngara Éva Janikovszky:


Nos livros está tudo


Que haverá nos livros? - costumava perguntar a mim mesma quando tinha três ou quatro anos, sentada no meu banquinho, na livraria dos meus avós.


Atrás da caixa, sentava-se a avó. Do outro lado do balcão, a minha mãe esperava os clientes. Por detrás dela, as estantes chegavam até ao tecto e, para se poder alcançar os livros das prateleiras de cima, uma grande escada, suspensa de uma barra de ferro por dois ganchos, deslizava da esquerda para a direita e da direita para a esquerda.


Não pensem que me aborrecia! Quando um cliente entrava na loja, eu punha-me a adivinhar: irá escolher um livro das estantes inferiores, ou interessar-se-á por algum colocado nas de cima? Jovem, ágil e inteligente, a minha mãe sabia onde se encontrava cada livro, subia a escada se necessário, descia com um livro de capa azul, vermelha ou dourada e colocava-o diante do comprador. Eu sentia-me orgulhosa da minha mãe e cada vez me interessava mais e mais pelo que pudesse existir nos livros. Nas filas de baixo, também os havia de capa azul, vermelha ou dourada, cheios de letras negras, pequeninas, mas nenhum tinha desenhos tão bonitos como os meus !


Em minha casa toda a gente lia. A minha mãe, o meu pai, os meus avós. Ao observar os seus rostos inclinados sobre um livro, ao ver que às vezes sorriam, que outras vezes se punham sérios, e que em certos momentos viravam a página com uma atenção tensa, interrogava-me: Por onde andarão? Se lhes falo, não me ouvem e, quando por fim me prestam atenção, parecem acabados de sair de algum lugar distante. Por que não me levam com eles? Que existe afinal nos livros? Qual é o segredo que não me querem contar?


Mais tarde aprendi a ler. E descobri, enfim, o segredo dos livros. Descobri que neles estava tudo. Não apenas fadas, gnomos, princesas e bruxas malvadas. Também lá estávamos tu e eu com todas as nossas alegrias, as nossas preocupações, os nossos desejos, as nossas tristezas; o bem e o mal, a verdade e a falsidade, a natureza, o universo. Tudo isso cabe nos livros.


Abre um livro! Ele partilhará contigo todos os seus segredos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

2011, Ano Internacional das Florestas



O Plano Nacional de Leitura está a promover a comemoração do Ano Internacional das Florestas. O prazer de ler não é incompatível com a discussão de questões tão relevantes e actuais como o ambiente e a sustentabilidade. Pelo contrário, níveis de literacia mais elevados contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e capazes de respeitarem o nosso planeta.

Convidam-se, pois, todas as escolas não agrupadas e agrupamentos a participarem no Concurso «O cartaz da minha escola» que, este ano, vai premiar a criatividade, a imaginação, a capacidade de comunicação e de mobilização de todos em torno da relação Leitura EnergiaFloresta.

A inscrição inicial no concurso faz-se através do preenchimento de um formulário, disponível no Sistema de Informação do Plano Nacional de Leitura, entre os dias 10 e 18 de Fevereiro de 2011. Depois de cada escola não agrupada / agrupamento ter seleccionado o cartaz a apresentar a concurso, este deverá ser enviado entre os dias 25 e 31 de Março, conforme disposto no Regulamento do Concurso.


            

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Feira do Livro de Moura 2011

Setenta dias nos separam da inauguração da Feira do Livro de Moura e do Moura BD - Salão Internacional de Banda Desenhada. O placard com os 17 painéis que correspondem aos 17 dias que este ano vamos ter de festa dos livros e da leitura já está montado e a receber actividades.

De 22 de Abril a 8 de Maio, a Praça Sacadura Cabral vai ser palco de teatro, dança, poesia, música, humor, banda desenhada, caricaturas e muitas, muitas leituras.

Dando continuação a um projecto muito feliz, a Câmara Municipal de Moura propõe mais uma vez às empresas, associações e outras instituições do concelho que se associem, apadrinhando uma ou mais turmas do Jardim de Infância e 1º ciclo, através da oferta de um livro a cada aluno. O projecto (que pode ser consultado aqui) representa o envolvimento de toda a comunidade na promoção da leitura e o assumir da responsabilidade social na formação de cidadãos livres, conscientes e informados.

Nunca é demais o agradecimento devido às instituições que contribuiram generosamente para a concretização deste projecto (ver a lista das entidades aqui e aqui).

Muito, muito obrigada, e já agora... estão disponíveis para participar este ano? Contamos convosco, todos juntos não seremos demais.

                      

Hora do Conto - 11 e 12 de Fevereiro

Biblioteca de Moura
Sábado, dia 12 de Fevereiro, às 11h00



Vamos nadar, Baltazar?
escrito por Nick Ward


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Biblioteca de Amareleja
Sexta-feira, dia 11 de Fevereiro, às 16h00

Pequeno azul e pequeno amarelo
escrito por Leo Lionni


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Biblioteca da Póvoa de S. Miguel
Sábado, dia 12 de Fevereiro, às 11h00

Pinguim
escrito por Polly Dunbar

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Biblioteca de Safara
Sábado, dia 12 de Fevereiro, às 11h00

Nhac, nhac, nhac, que rico petisco!
escrito por Sam Lloyd e ilustrado por Jack Tickle

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Biblioteca de Santo Aleixo da Restauração
Sábado, dia 12 de Fevereiro, às 11h00

As partidas do Sebastião
escrito por Laurence Bourguignon, com ilustrações de Nancy Pierret

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Biblioteca de Santo Amador
Sábado, dia 12 de Fevereiro, às 11h00

Lulu ou a hora do lobo
escrito por João Pedro Mésseder e ilustrado por Daniel Silvestre da Silva

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Biblioteca do Sobral da Adiça
Sexta-feira, dia 11 de Fevereiro, às 17h00

O gato Gui e os monstros
escrito por Rocío Martinez

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Concurso Nacional de Leitura - Provas distritais



A Biblioteca Municipal de Moura foi mais uma vez convidada a organizar a Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura 2011.

As provas terão lugar no próximo dia 30 de Abril - no decurso da Feira do Livro de Moura - no Cine-Teatro Caridade. As obras escolhidas para as provas do concurso são:

3º ciclo do Ensino Básico:

Para maiores de 16 / Ana Saldanha
Um crime no expresso do oriente / Agatha Christie

Ensino Secundário

O livro / José Luís Peixoto
O bom inverno / João Tordo

Todas as informações e esclarecimentos serão prestados pela Biblioteca Municipal de Moura, nos contactos habituais.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hora do Conto - 4 e 5 de Fevereiro

Biblioteca de Moura
Sábado, dia 5 de Fevereiro, às 11h00


O gato Gui e os monstros
escrito por Rocío Martinez

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Biblioteca de Amareleja
Sexta-feira, dia 4 de Fevereiro, às 16h00

Lulu ou a hora do lobo
escrito por João Pedro Mésseder e ilustrado por Daniel Silvestre da Silva

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Biblioteca da Póvoa de S. Miguel
Sábado, dia 5 de Fevereiro, às 11h00

Pequeno azul e pequeno amarelo
escrito por Leo Lionni

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Biblioteca de Safara
Sábado, dia 5 de Fevereiro, às 11h00

As partidas do Sebastião
escrito por Laurence Bourguignon, com ilustrações de Nancy Pierret

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Biblioteca de Santo Aleixo da Restauração
Sábado, dia 5 de Fevereiro, às 11h00

Pinguim
escrito por Polly Dunbar
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Biblioteca de Santo Amador
Sábado, dia 5 de Fevereiro, às 11h00

Vamos nadar, Baltazar?
escrito por Nick Ward

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Biblioteca do Sobral da Adiça
Sexta-feira, dia 4 de Fevereiro, às 17h00

Nhac, nhac, nhac, que rico petisco!
escrito por Sam Lloyd e ilustrado por Jack Tickle

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Leitores para a vida


O folheto explicativo do projecto está disponível em todas as Bibliotecas do Concelho, e também aqui.

Entretanto, terá início já este mês o programa de formação contínua (gratuita e aberta a todos os que a queiram frequentar), e já estão abertas as inscrições para as primeiras acções.

Mais esclarecimentos e ficha de inscrição aqui.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Leitores para a vida

Está a decorrer (17h00), no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a apresentação do Projecto Leitores para a Vida.


sábado, 15 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Hora do conto de 14 e 15 de Janeiro

Biblioteca de Moura
Sábado, dia 15 de Janeiro, às 11h00


O porquinho dorminhoco
escrito por John Malam, com ilustrações de Sally Anne Lambert

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Biblioteca de Amareleja
Sexta-feira, dia 14 de Janeiro, às 16h00

Desculpa!
escrito por Norbert Landa, com ilustrações de Tim Warnes

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Biblioteca da Póvoa de S. Miguel
Sábado, dia 15 de Janeiro, às 11h00

Banho nem pensar!
escrito por Brigitte Weninger, com ilustrações de Stephanie Roehe

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Biblioteca de Safara
Sábado, dia 15 de Janeiro, às 11h00

O dinossauro
escrito e ilustrado por Manuela Bacelar

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Biblioteca de Santo Aleixo da Restauração
Sábado, dia 15 de Janeiro, às 11h00

O cão rafeiro
escrito por Stephen Michael King

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Biblioteca de Santo Amador
Sábado, dia 15 de Janeiro, às 11h00
Já és um menino grande, Nestor!
escrito e ilustrado por Quentin Greban

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Biblioteca do Sobral da Adiça
Sexta-feira, dia 14 de Janeiro, às 17h00

O porco muda de casa
escrito e ilustrado por Claudia Fries


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

5ª Edição do Concurso Nacional de Leitura



1ª Fase
Provas nas Escolas
Realização do concurso nas escolas - De 25 de Outubro a 14 de Janeiro de 2011

2ª Fase
Provas Distritais
Bibliotecas Públicas - Março e Abril de 2011

3ª Fase
Provas Finais
Lisboa - Maio de 2011

 
Mais informações:

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Quem conta um conto...



Quem conta um conto acrescenta um ponto é o nome do concurso que está a decorrer desde Novembro. O objectivo é desafiar os alunos das turmas do 2º ciclo  a escrever um conto que dê seguimento a um dos livros da colecção CLÁSSICOS PORTUGUESES CONTADOS ÀS CRIANÇAS, editada com o semanário SOL em 2008.

O projecto abrange todas as escolas do 2º ciclo de Portugal continental, num total de cerca de 1000 escolas.

Para além dos prémios dos vencedores, as bibliotecas das escolas e todas as turmas participantes receberão colecções de livros.

Mais informações aqui e Ficha de inscrição aqui.
              

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O livro fechado





Na passada quinta-feira à noite, realizou-se um encontro "Conversas com histórias e estórias" na Biblioteca Municipal de Moura, no âmbito da Semana da Comunidade Educativa. Casa cheia e destaque para a interpretação que Animadora Elsa Carapinha, funcionária da Biblioteca, fez do Livro Fechado de António Torrado:


Era uma vez um livro. Um livro fechado. Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado.
Nunca ninguém o abrira nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer.
Quem o comprara trouxera-o para casa e, provavelmente insensível ao que o livro valia, ao que o livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros.
Ali estava. Ali ficou.
Um dia, mais não podendo, queixou-se:
— Ninguém me leu. Ninguém me liga.
Ao lado, um colega disse:
— Desconfio que, nesta estante, haverá muitos outros como tu.
— É o teu caso? — perguntou, ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto.
— Por sinal, não — esclareceu o colega, um respeitável calhamaço. — Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou um livro de estudo.
— Quem me dera essa sorte — disse outro livro ao lado, a entrar na conversa. — Por mim só me passaram os olhos. Página sim, página não… Mas, enfim, já prestei para alguma coisa.
— Eu também — falou, perto deles, um livrinho estreito. — Durante muito tempo, servi de calço a uma mesa que tinha um pé mais curto.
— Isso não é trabalho para livro — estranhou o calhamaço.
— À falta de outro… — conformou-se o livro estreitinho.
Escutando os seus companheiros de estante, o livro que nunca fora aberto sentiu uma secreta inveja. Ao menos, tinham para contar, ao passo que ele… Suspirou.
Não chegou ao fim do suspiro, porque duas mãos o foram buscar, ao aperto da prateleira. As mãos pegaram nele e poisaram-no sobre uns joelhos.
— Tem bonecos esse livro? — perguntou a voz de uma menina, debruçada para o livro, ainda por abrir.
— Se tem! Muitos bonecos, muitas histórias que eu vou ler-te — disse uma voz mais grave, a quem pertenciam as mãos que escolheram o livro da estante.
Começou a folheá-lo, e enquanto lhe alisava as primeiras páginas, foi dizendo:
— Este livro tem uma história. Comprei-o no dia em que tu nasceste. Guardei-o para ti, até hoje. É um livro muito especial.
— Lê — pediu a voz da menina.
E o pai da menina leu. E o livro aberto deixou que o lessem, de ponta a ponta.
Às vezes vale a pena esperar.