sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Actividade com o ATL de Pias

No passado dia 2 de Agosto recebemos com muito agrado o ATL de Pias na Biblioteca Municipal, o conto foi "Burros", os meninos gostaram muito e todos quiseram fazer e levar um miminho para casa! Até os adultos...























Muito obrigada pela vossa visita! Voltem sempre.

NOVIDADES INFANTIS

Já faltava pouco para o bebé nascer.
Isabel ajudava a mãe a guardar tudo nas gavetas do armário:botas, casacos, toucas, lençóis.
- O bebé vai ser pequenino? - perguntou Isabel.
- Muito pequenino- respondeu a mãe.
- Mais pequenino que o meu bebé-chorão?
A mãe sorriu:
- Quase tão pequeno como ele! Vai ser pequeno, muito pequeno, pequeníssimo! (...)



-Ovelhinha dá-me lã.
-Para que queres a minha lã?
- Para fazer um casaquinho
e ficar bem aconchegado.
se tapar bem a barriga
já não fico constipado. (...)

O livro do dia

O Ruben só pensa em gastar dinheiro e em comprar, comprar, comprar. Nunca está satisfeito com o que tem e quer sempre mais. No dia do seu aniversário, os pais, preocupados com a atitude consumista do filho, dão-lhe um presente muito especial. O Ruben, ao receber o presente fica muito desapontado e desconfiado, mas lá o aceita. Dois meses depois, é um rapaz completamente diferente.
O que terá acontecido?
Só vais perceber depois de leres esta história cheia de humor.

NOVIDADES DE ADULTOS

Escrevi este livro porque acredito que algumas pessoas se reconhecerão nele -- quer sofram, quer
não, de distúrbios alimentares. Escrevi-o porque discordo de muito do que geralmente se pensa
sobre este problema. Escrevi-o porque muitas pessoas continuam a considerá-lo uma
manifestação de vaidade, imaturidade e instabilidade mental. De certo modo, está relacionado
com tudo isso. Mas trata-se também de uma dependência. É uma reacção -- por muito tortuosa
que seja -- a uma cultura, a uma família, a uma identidade pessoal. Faria qualquer coisa para
impedir as pessoas de passarem pela mesma experiência que eu. A única coisa que me ocorreu
foi escrever este livro
.

Marya Hornbacher
O que terá levado uma jovem talentosa a passar para «o outro lado do espelho», para um mundo
às avessas onde a comida é ganância, a morte é honra e a carne é fraca? Por que terá iniciado
um romance com a fome, as drogas, o sexo e a morte? Marya Hornbacher manteve-se anoréctica
e bulímica apesar de cinco prolongadas hospitalizações e infindáveis terapias, apesar da perda da
família, dos amigos, dos empregos e, por fim, de qualquer noção do que significa ser-se «normal».
Nesta vigorosa e lancinante autobiografia, Marya recria a sua experiência e lança nova luz sobre o
emaranhado de causas pessoais, familiares e culturais subjacentes aos chamados «distúrbios
alimentares».

O livro do dia

O meu homem sempre me deu tudo....

“… tínhamos duas boas casas, com tudo do melhor. Viajávamos imenso, os miúdos estavam em boas escolas. Oferecia-me muitas jóias, escolheu-me um óptimo carro. Até um barco ele chegou a comprar….
O meu homem dava-me tudo. Mesmo tudo…. Mas sobretudo dava-me porrada.
Eu lá ia disfarçando as marcas negras com maquilhagem mas as feridas da alma, essas, não se cobrem com pós. O meu tormento durou 29 anos. Tive dois filhos com aquele homem- dois filhos que ele nunca respeitou. Aliás, na segunda gravidez ele deu-me imensas tareias e atirava-me frequentemente ao chão. Quando olho para trás pergunto como é que fui capaz de aguentar aquilo… eu não queria dar o braço a torcer, não queria voltar para casa dos meus pais e assumir o falhanço do meu casamento. E, afinal, quem iria acreditar que ele era assim ? Fora de casa era amoroso, simpático, dava-se com toda a gente… o mais certo era pensarem que eu andava a fazer alguma para o tirar do sério… Mas um dia decidi que já chegava; saí de casa para levar os miúdos à escola e já não voltei. Saí do meu palácio –prisão e fui dormir para um quartinho alugado em Odivelas. Comecei a tratar do divórcio e foi aí que ele me procurou e ameaçou com uma pistola. Não sei onde fui buscar a coragem mas olhei-o nos olhos e disse-lhe que ele já me tinha feito tanto mal que não era uma pistola que me metia medo. Disse-lhe que sempre o considerara um cobarde por tudo o que ele me tinha feito ao longo dos anos. Podia ter morrido ali; mas acho que o meu olhar , a minha voz e a minha atitude afirmavam a minha convicção: eu estava decidida a mudar. ”
Maria, 51 anos, Lisboa

O livro do dia

Stonewood Heights é o sítio perfeito para criar os filhos. Tem boas escolas, uma comunidade unida e um mercado imobiliário forte. Os pais envolvem-se nas vidas dos filhos e todas as oportunidades de enriquecimento pessoal são exploradas. Ruth Ramsay é a professora de Educação Sexual na escola secundária local. Acredita firmemente que «o prazer é bom, a vergonha é má e o conhecimento é poder.» Tim Mason, o treinador de futebol da filha mais nova, é um ex-toxicodependente que, depois de um divórcio difícil, trocou a cocaína por Jesus. Tim tornou-se membro do Tabernáculo, uma igreja cristã evangélica que não aprova o estilo de ensino de Ruth e, através de uma subtil rede de influências, tenta substituir o ensino da Educação Sexual pelo ensino da… abstinência! Ruth considera o Tabernáculo uma instituição repressiva e conservadora, e tenta travar os seus esforços. Como adversários numa guerra de culturas, Ruth e Tim desconfiam instintivamente um do outro. Mas quando uma controvérsia no campo de futebol os obriga a falarem um com o outro, começam a ver-se com outros olhos.

Atribulações de uma operadora de caixa

«Estás a ver, se não te esforçares na escola, vais acabar como esta senhora.»

É o que muita gente frequentemente dirá.

E no entanto…


Ela chama-se Anna, tem vinte e oito anos, uma licenciatura em literatura e trabalha há oito anos atrás de uma caixa de supermercado. Uma caixa que só percebe a linguagem dos códigos de barras. Um trabalho pouco propício à comunicação, invisível, feito de gestos automáticos…

Mas Anna prestou atenção ao que foi vendo. Passaram clientes fáceis ou mais difíceis, ricos ou pobres, responsáveis ou consumistas. Ignoraram-na ou cumprimentaram-na. Tentaram seduzi-la, insultaram-na, desprezaram-na.

Os leitores pensam que nunca acontece nada na vida de uma operadora de caixa?

Enganam-se. Podem ter-se esquecido de olhar para a Anna, mas ela olhou bem para vocês e agora conta tudo.

Livro do dia

A Ilha Debaixo do Mar, de Isabel Allende, é um romance que narra a história de Zarité, uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII. Zarité foi vendida aos 9 anos de idade ao rico fazendeiro Toulouse Valmorain; entretanto teve boa estrela pois não conheceu o trabalho duro das plantações, tornou-se uma escrava doméstica; partilhando assim do dia-a-dia da familia do rico fazendeiro.

Muitas personagens fascinantes estão envolvidas neste romance, como a frágil esposa espanhola do fazendeiro Toulouse Valmorain, e o seu sensível filho Maurice. Zarité com sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Hora do Conto - dia 13 de Agosto

Não percas esta semana na Tua Biblioteca:


Na Biblioteca Municipal de Moura
dia 13 de Agosto, às 11:00h

No Pólo da Biblioteca de Amareleja,
dia 13 de Agosto, às 16:00h



No Pólo da Biblioteca de Safara,
dia 13 de Agosto, às 16:00h

Vem e traz um amigo também!...


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Hora do Conto


Esta semana podes ouvir na Tua Biblioteca:


Na Biblioteca Municipal de Moura

Dia 2 de Julho, às 11:00h No Pólo da Biblioteca de Santo Aleixo da Restauração

dia 2 de Julho, às 11:00h


No Pólo da Biblioteca de Sobral da Adiça

Dia 2 de Julho, às 16:30h


No Pólo da Biblioteca de Amareleja

Dia 2 de Julho, às 16:00h

No Pólo da Biblioteca de Póvoa de São Miguel,

Dia 2 de Julho, às 11:00h

No Pólo da Biblioteca de Santo Amador,

Dia 2 de Julho, às 16:00h


Vem e traz um amigo também...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago

O escritor português e Prémio Nobel da Literatura em 1998 José Saramago faleceu hoje, aos 87 anos em Lanzarote.




Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, na Golegã, a 16 de Novembro de 1922, e apesar da mudança com a família para Lisboa, com apenas dois anos, o local de nascimento seria uma marca constante ao longo da sua vida, como referiria em 1998, aos 76 anos, no discurso perante a Academia Sueca pela atribuição do Nobel da Literatura.

Em 1939 termina o estudos de Serralharia Mecânica e emprega-se nas oficinas do Hospital Civil de Lisboa. A paixão pela literatura é alimentada de forma autodidacta, nas noites passadas nas Bibliotecas do Palácio das Galveias.

A primeira obra publicada, “Terras do Pecado”, surge em 1947. O título original, “Viúva”, foi alterado por imposição do editor da Minerva, que o considerava pouco comercial, e essa é uma das razões pela qual Saramago resistia a incluí-lo na sua bibliografia.

“Clarabóia”, que seria o sucessor de “Terras do Pecado”, foi recusado pelo seu editor e permanece inédito até hoje. A partir de 1955 começa a desenvolver trabalho de tradutor, dedicando-se a nomes como Hegel ou Tolstoi. O regresso à edição dar-se-ia apenas mais de uma década depois, quando em 1966, quando ocupava o cargo de editor literário na Editorial Estúdio Cor, surge o livro de poesia “Poemas Possíveis”. Então um autor discreto no panorama literário nacional, continuaria a exprimir-se em poema nas obras seguintes, “Provavelmente Alegria” (1970) e “O Ano de 1993” (1975).

Crítico literário na “Seara Nova” a partir de 1968, torna-se membro do Partido Comunista Português, do qual será um dos mais distintos militantes até à sua morte. A partir do final de década de 1960, desenvolve trabalho intenso na imprensa, quer no Diário de Notícias e Diário de Lisboa, quer n’A Capital, no Jornal do Fundão ou na orientação da revista Arquitectura.

Em 1975 torna-se director-adjunto do "Diário de Notícias". Em pleno PREC, esta função representaria o auge do seu percurso jornalístico e seria fundamental para o seu regresso à literatura e ao romance, o género que o notabilizaria definitivamente. Demitido no 25 de Novembro desse ano, toma a decisão que transformaria a sua vida. A partir de então, seria um escritor a tempo inteiro.

“Manual de Pintura e Caligrafia”, três décadas depois de “Terras do Pecado”, surge como a primeira obra de José Saramago, exclusivamente escritor. Com os livros seguintes, “Levantado do Chão” (1980) e “Memorial do Convento” (1982), torna-se escritor respeitado pela crítica e conhecido pelo público. É neles que define o seu estilo enquanto romancista, marcado pelas longas frases, pela ausência de travessões indicativos de discurso e pela utilização inventiva da pontuação. Nos seus livros, personagens fictícias surgem em convívio com personalidades históricas, como no supracitado “Memorial do Convento” ou em “História do Cerco de Lisboa” (1989), e são criados cenários irreais para questionar e problematizar a actualidade, como em “A Jangada de Pedra” – a Península Ibérica à deriva pelo Atlântico.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Hora do Conto - dia 18 de Junho

Esta semana podes ouvir na Tua Biblioteca:

Na Biblioteca Municipal de Moura
Dia 18 de Junho, às 11:00h
No Pólo da Biblioteca de Sobral da Adiça
Dia 18 de Junho, às 16:30
No Pólo da Biblioteca de Safara
Dia 18 de Junho, às 16:00h
No Pólo da Biblioteca de Santo Aleixo da Restauração
Dia 18 de Junho, às 16:00h
No Pólo da Biblioteca de Póvoa de São Miguel
Dia 18 de Junho às 16:00
No Pólo da Biblioteca de Amareleja
Dia 18 de Junho, às 16:00h

No Pólo da Biblioteca de Santo Amador
Dia 18 de Junho, às 16:00h



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Vem e traz um amigo também...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Alteração do Horário da Biblioteca Municipal de Moura


Biblioteca Municipal de Moura
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Horários de Funcionamento
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Horário de Verão (16 de junho a 15 de Setembro)
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Biblioteca Municipal de moura e todos os Pólos
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De Segunda a Sexta-feira:
Das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00
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Horário de Inverno (16 de Setembro a 15 de Junho)
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Biblioteca Municipal de Moura
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De Segunda a Sexta-feira: das 9h30 às 18h00
Sábado: das 9h30 às 12h30 e das 14H00 às 18h00
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Pólo de Amareleja e Sobral da Adiça
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Segunda-feira: das 14h00 às 18h00
De Terça a Sexta-feira: das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00
Sábado: das 9h30 às 12h30
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Pólos de Póvoa de S. Miguel, Safara, Santo Aleixo da Restauração e Santo Amador
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De Segunda a Sexta-feira: das 14h00 às 18h00
Sábado: das 9h30 às 12h30
....

Novo Horário da Hora do Conto na Biblioteca Municipal de Moura

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Informamos os nossos estimados leitores
e participantes na actividade da Hora do Conto
que devido à alteração do horário
da Biblioteca Municipal,
esta passará a decorrer
às Sextas-feiras pelas 11:00h.
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Hora do Conto dias 11 e 12 de Junho

Esta semana não percas na Tua Biblioteca:


Na Biblioteca Municipal de Moura
dia 12 de Junho, às 11:00h
No Pólo da Biblioteca de Sobral da Adiça
dia 11 de Junho, às 17:00h


No Pólo da Biblioteca de Safara
dia 12 de Junho, às 16:00h


No Pólo da Biblioteca de Santo Aleixo da Restauração
dia 12 de Junho, às 16:00h



No Pólo da Biblioteca da Póvoa de São Miguel
dia 11 de Junho, às 16:00h


No Pólo da Biblioteca de Amareleja
dia 11 de Junho, às 16:00h


Vem e traz um amigo também!...

terça-feira, 8 de junho de 2010

O braço esquerdo de Deus

O Braço Esquerdo de Deus tem como cenário o Santuário dos Redentores, um lugar vasto e isolado – um lugar sem alegria e esperança. A maior parte dos seus ocupantes foi levada para lá ainda em criança e submetida durante anos ao brutal regime dos Redentores, cuja crueldade e violência têm apenas um objectivo – servir a Única e Verdadeira Fé.

Num dos lúgubres e labirínticos corredores do Santuário, um jovem acólito ousa violar as regras e espreitar por uma janela. Terá talvez uns catorze ou quinze anos, não sabe ao certo, ninguém sabe, e há muito que esqueceu o seu nome verdadeiro − agora chamam-lhe Cale. É um rapaz estranho e reservado, engenhoso e fascinante. Está tão habituado à crueldade que parece imune a ela, até ao dia em que abre a porta errada na altura errada e testemunha um acto tão terrível que a única solução possível é a fuga.
Mas os Redentores querem Cale a qualquer preço. Não por causa do segredo que ele sabe, mas por outro de que ele nem sequer desconfia.
O Braço Esquerdo de Deus é o primeiro volume da trilogia de Fantasia



sexta-feira, 4 de junho de 2010

Hora do conto dias 04 e 05 de Junho

Esta semana podes ouvir na tua Biblioteca:


Na Biblioteca Municipal de Moura
dia 5 de Junho, às 11:00h
No Pólo da Biblioteca de Sobral da Adiça
dia 4 de Junho, às 17:30h


No Pólo da Biblioteca de Santo Aleixo da Restauração

dia 5 de Junho, às 16:00h


No Pólo da Biblioteca de Safara
dia 5 de Junho, às 16:00h



No Pólo da Biblioteca de Amareleja
dia 4 de Junho, às 17:00h

Vem e traz um amigo também!


terça-feira, 1 de junho de 2010

Prémio Camões foi atribuído ontem a Ferreira Gullar

Pmio Camões para 'resmungão' Ferreira Gullar





Desta vez, o júri do mais importante prémio lusófono faz escolha surpreendente:

O poeta e dramaturgo brasileiro Ferreira Gullar é, desde ontem, o mais recente Prémio Camões. O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, na presença dos membros do júri, e volta a galardoar a poesia como já acontecera em 1989 com Miguel Torga, o primeiro distinguido.

O autor brasileiro desconhecia a escolha do seu nome à hora de fecho desta edição, mas a sua obra não é totalmente ignorada em Portugal, onde a recém-falida editora Quási publicou a Obra Poética Completa de Ferreira Gullar, além de um livro infantil.

Nascido José Ribamar Ferreira, a 10 de Setembro de 1930, na capital do Estado brasileiro do Maranhão, o quarto de onze filhos tem uma carreira literária e de intervenção social e política que destoa devido à sua intensidade da maioria dos já premiados.

Ainda há meses, Ferreira Gullar voltara a usar o seu site para inscrever críticas ao Governo devido à alteração dos internamentos psiquiátricos. Escrevia: "Depois de algum tempo calado, volto a resmun- gar. Este primeiro resmungo vem a propósito de um problema muito grave que denunciei não faz muito tempo (...)." No mesmo local já colocara outras notas de contestação, mas também sobre a sua arte, a criação literária. Ferreira Gullar foi sempre radical na sua obra e posicionamento político, situação que o levou a ter um importante papel nos movimentos concreto e neo-concreto. Em 1961, no entanto, abandonou esta vanguarda artística para se entregar na arte militante do Centro Popular de Cultura, uma organização da poderosa União Nacional de estudantes que liderou muitas das lutas estudantis sob o regime militar. A primeira encomenda que lhe é feita por Oduvaldo Vianna Filho trata a reforma agrária, é escrita ao estilo da literatura de cordel (género típico nordestino) e intitula-se João Boa Morte, Cabra Marcado para Morrer.

Mesmo com as restrições impostas pelo golpe militar, em 1964, Gullar manter-se-á bastante activo e, a quatro mãos, publicará em 1966 a premiada peça Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come; em 67, a peça "A saída? Onde está a saída? e em 68, Dr. Getúlio, sua vida e sua glória". Com o Acto Institucional n.º 5, é preso e em 1970 entrará na clandestinidade.

O exílio será o passo seguinte, partindo para Moscovo, Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires até ser absolvido e poder regressar. Em 2009, foi considerado uma das cem mais influentes personalidades do Brasil. Ou seja, um "resmungão" social e intelectualmente activo.

O júri do Prémio Camões é presidido por Helena Buescu e composto por Seabra Pereira, Inocência Mata, Luís Carlos Patraquim, António Carlos Secchin e a escritora Edla van Steen. Ferreira Gullar sucede ao escritor cabo-verdiano Arménio Vieira, em 2009, ao brasileiro João Ubaldo Ribeiro, 2008, e António Lobo Antunes, em 2007. O prémio foi criado pelos governos de Portugal e do Brasil em 1989 e é considerado o de maior prestígio da língua portuguesa.
in. DN